Deus, ensina-me a te chamar de Pai – Indice

Existem feridas que começaram antes mesmo de sabermos explicar o que sentíamos. Palavras, ausências, rejeições e expectativas não correspondidas podem deixar marcas profundas e até influenciar a maneira como enxergamos a nós mesmos e a paternidade de Deus.
Durante estes 30 dias, faremos uma caminhada de oração, reflexão e restauração. Não para procurar culpados ou desonrar nosso pai terreno, mas para colocar diante de Deus aquilo que recebemos, aquilo que nos faltou e aquilo que ainda precisa ser tratado.

Chegamos ao final destes 30 dias. Talvez algumas lembranças tenham sido revisitadas, algumas lágrimas tenham surgido e verdades que estavam escondidas tenham encontrado palavras. Talvez também tenhamos percebido coisas boas que nunca havíamos valorizado suficientemente em nosso pai terreno. Esta caminhada não teve como propósito construir uma história de acusação, mas criar um espaço de verdade diante de Deus, porque aquilo que reconhecemos pode ser apresentado ao Pai e aquilo que entregamos a Ele já não precisa ser carregado da mesma maneira.
Talvez nem tudo esteja resolvido. Algumas feridas precisam de tempo. Algumas relações precisam de limites. Algumas conversas ainda poderão acontecer. Outras talvez nunca aconteçam. Há perguntas que poderão permanecer sem resposta e lembranças que continuarão fazendo parte da nossa história. Restauração não significa apagar o passado. Significa permitir que aquilo que aconteceu deixe gradualmente de possuir autoridade sobre nossa identidade, nossos relacionamentos e nosso futuro.
Agora podemos seguir adiante levando conosco uma verdade maior do que aquilo que nos faltou: temos um Pai. Não somos definidos somente pelo pai que tivemos, pelas experiências que vivemos ou pelas marcas que recebemos. Em Cristo encontramos pertencimento e podemos aprender uma nova maneira de viver. Podemos preservar aquilo que recebemos de bom, interromper padrões que produziram sofrimento e construir uma herança diferente para aqueles que caminham conosco e para aqueles que virão depois de nós.
A série termina aqui, mas a caminhada com o Pai continua. Que cada oração feita durante estes dias permaneça como uma semente. Que aquilo que Deus começou a revelar continue sendo tratado com graça, verdade e paciência. E que, quando o passado tentar novamente definir quem somos, possamos nos lembrar: nossa história não termina naquilo que nos faltou. Temos um Pai, pertencemos a Ele e ainda existem novos capítulos para serem escritos.

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