Sua terra ainda vai dar frutos – Introdução

Versículo
“Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova.”
Jó 14:7 a 9

Existem períodos em que olhamos para determinadas áreas da nossa vida e temos a impressão de que nada mais nascerá ali. Oramos, esperamos, insistimos, plantamos, choramos e, depois de tanto tempo sem enxergar mudanças, começamos a acreditar que aquela terra perdeu definitivamente a capacidade de produzir. Pode ser um casamento que esfriou, um filho que se afastou, um sonho interrompido, uma vida espiritual que perdeu o vigor, um ministério que parece ter parado, uma porta que nunca se abriu, uma família marcada por conflitos ou simplesmente uma área do coração na qual já não conseguimos alimentar grandes expectativas. A terra continua diante de nós, mas os frutos que imaginávamos não apareceram.
O problema é que, muitas vezes, julgamos a terra apenas pelo que conseguimos enxergar na superfície. Se não há folhas, pensamos que não existem raízes. Se não há flores, concluímos que não haverá frutos. Se a chuva demorou, imaginamos que a semente morreu. Mas Jó apresenta uma imagem extraordinária: uma árvore pode ser cortada, sua raiz pode envelhecer e seu tronco pode parecer morto, porém basta o cheiro das águas para que algo volte a acontecer. Aquilo que parecia encerrado começa novamente a brotar. A vida que estava escondida se manifesta. O que parecia perdido revela que ainda havia uma raiz esperando pelas águas.
Talvez existam áreas da sua vida que estejam exatamente assim. Você ainda olha para elas, mas já não olha com a mesma expectativa. Houve um tempo em que você acreditava, orava e esperava. Depois vieram as decepções, os atrasos, as perdas e os silêncios. Aos poucos, a esperança foi diminuindo. Você não necessariamente deixou de crer em Deus, mas talvez tenha deixado de acreditar que alguma coisa ainda pudesse acontecer naquela área específica. Existem terras que continuamos carregando conosco, mas das quais já não esperamos colheita.
É justamente para essas terras que esta série foi preparada.
Durante estes 14 dias, não vamos simplesmente pedir frutos. Vamos permitir que Deus trate a terra. Existem solos que precisam receber novamente água. Existem raízes que precisam ser fortalecidas. Existem sementes que precisam permanecer enterradas por algum tempo antes de aparecer. Existem ervas que precisam ser arrancadas. Existem períodos de espera que não podem ser abreviados. E existem colheitas que somente aparecem depois de um longo processo que ninguém viu.
Talvez uma das maiores dificuldades da fé seja continuar acreditando enquanto tudo ainda está debaixo da terra. É relativamente fácil celebrar quando o fruto aparece. Difícil é continuar regando quando existe apenas solo diante dos nossos olhos. Difícil é permanecer quando ninguém consegue garantir quando a chuva chegará. Difícil é continuar orando por aquilo que parece não responder. Mas grande parte da obra de Deus acontece justamente nesse lugar escondido, quando aparentemente nada está acontecendo.
Esta série não é uma promessa de que tudo acontecerá exatamente da maneira que imaginamos, nem de que toda situação terá o desfecho que desejamos. É um convite para entregar novamente nossa terra ao Senhor e permitir que Ele determine o que precisa nascer nela. Às vezes, Deus restaura aquilo que pensávamos ter perdido. Em outras situações, Ele faz nascer algo diferente e muito mais profundo do que aquilo que havíamos planejado. O fruto pode ser uma resposta, uma restauração, uma oportunidade, uma mudança de circunstâncias, mas também pode ser maturidade, cura interior, perseverança, sabedoria, reconciliação, transformação e uma fé que não existia antes da seca.
Por isso, não entre nestes 14 dias apenas perguntando: “Quando vou colher?”. Entre perguntando: “Senhor, o que precisa acontecer nesta terra?”. Talvez Deus comece pelas raízes. Talvez revele sementes esquecidas. Talvez mostre coisas que precisam ser retiradas. Talvez ensine você a esperar. Talvez devolva coragem para plantar novamente. Talvez algumas respostas comecem a aparecer. Mas, acima de tudo, permita que Deus trabalhe profundamente em você enquanto você ora por aquilo que está diante de você.

Oração Inicial
Senhor Deus, eu começo estes 14 dias colocando diante do Senhor todas as terras da minha vida. Coloco aquelas que estão produzindo, mas também aquelas que parecem secas. Coloco diante do Senhor os sonhos que ainda carrego, as orações que continuo fazendo, as respostas que ainda não chegaram e também aquilo pelo qual quase deixei de orar. Existem áreas que me cansaram. Existem situações que me fizeram diminuir minhas expectativas. Existem sementes que plantei há tanto tempo que já não sei se ainda estão vivas. Hoje eu não quero olhar apenas para aquilo que meus olhos conseguem enxergar. Quero colocar novamente essa terra nas mãos do Senhor.
Pai, visite as raízes que ninguém vê. Alcance aquilo que está escondido debaixo de anos de espera, lágrimas, frustrações e perguntas sem respostas. Se houver sementes vivas, fortaleça-as. Se houver solo endurecido, prepare-o novamente. Se houver coisas que precisam ser retiradas, mostre-me. Se eu estiver tentando produzir frutos em uma estação que ainda exige raízes, ensine-me a esperar. Se eu estiver desistindo de algo que o Senhor ainda está tratando, dê-me perseverança. E se eu estiver insistindo em algo que já não faz parte da Sua vontade, dê-me discernimento e coragem para entregar.
Eu também entrego ao Senhor minha expectativa sobre como essa terra deverá produzir. Não quero determinar o formato da colheita. Quero confiar no Agricultor. Que durante estes 14 dias minha preocupação não seja apenas receber respostas, mas permitir que minha fé seja aprofundada. Ensine-me a reconhecer Sua mão mesmo quando nada estiver visível. Ensine-me a continuar regando em oração, cuidando em obediência e esperando com confiança. Não permita que a demora transforme meu coração em terreno endurecido.
Senhor, faça chover sobre aquilo que secou dentro de mim. Faça nascer esperança novamente nos lugares em que eu já havia aceitado a esterilidade como definitiva. Que estes 14 dias sejam um tempo de tratamento, renovação, fortalecimento e reencontro com a esperança. Eu entrego minha terra ao Senhor. Entrego minhas sementes, minhas raízes, minhas expectativas e minha futura colheita. E decido começar este propósito acreditando que uma estação difícil não possui autoridade para escrever sozinha o final da minha história.
Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Decreto Inicial
Eu declaro que não julgarei minha terra apenas pela aparência atual. Não chamarei de morto aquilo que Deus ainda pode tocar, não chamarei de perdido aquilo que ainda está em Suas mãos e não permitirei que a demora determine os limites da minha esperança. Minha confiança não estará apenas naquilo que consigo enxergar, mas no Deus que trabalha também no secreto, nas raízes, nas sementes e nos processos que ainda não compreendo.
Declaro que durante estes 14 dias meu coração estará aberto para o tratamento de Deus. Terei coragem para plantar quando for tempo de plantar, paciência para esperar quando for tempo de esperar e discernimento para reconhecer aquilo que precisa ser deixado para trás. Não exigirei de Deus uma colheita segundo meus próprios planos. Confiarei que Ele sabe aquilo que minha terra realmente precisa produzir.
Eu começo esta série com esperança. Pode existir terra seca diante dos meus olhos, mas minha história não será definida apenas pela seca. Pode haver sementes escondidas, raízes enfraquecidas e longos períodos sem frutos, mas continuarei colocando tudo diante de Deus. Ainda existe esperança para a árvore. Ainda existe esperança para a terra. E enquanto Deus estiver trabalhando, eu não declararei encerrado aquilo sobre o qual Ele ainda não deu a última palavra.

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