Versículo
“Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova.”
Jó 14:7 a 9
Oração
Senhor Deus, hoje eu começo este propósito colocando diante do Senhor as áreas da minha vida que parecem ter perdido a capacidade de produzir. Existem situações pelas quais orei durante muito tempo e nas quais ainda não consigo enxergar mudança. Existem sonhos que um dia estiveram cheios de vida, mas foram sendo atingidos pelas circunstâncias, pelas frustrações e pelo passar dos anos. Existem respostas que esperei e não chegaram, relacionamentos que não mudaram, portas que permaneceram fechadas e sementes que plantei sem conseguir ver os primeiros sinais da colheita. Confesso que algumas dessas terras já não despertam em mim a mesma esperança de antes. Continuo acreditando no Senhor, mas em alguns lugares do meu coração quase aceitei que nada mais acontecerá.
Pai, não permita que eu confunda ausência de sinais com ausência da Sua ação. Jó fala de uma árvore cujo tronco parecia morto e cuja raiz havia envelhecido debaixo da terra, mas ainda existia nela a possibilidade de brotar novamente. Eu não consigo enxergar aquilo que acontece debaixo do solo, mas o Senhor conhece cada raiz. O Senhor sabe quais sementes permanecem vivas, quais processos estão acontecendo silenciosamente e quais áreas precisam apenas do tempo e das águas certas para voltarem a produzir. Por isso, antes de declarar que alguma coisa terminou, quero entregar novamente essa terra ao Senhor. Alcance aquilo que meus olhos não alcançam e trabalhe onde minhas mãos não conseguem trabalhar.
Senhor, visite especialmente aquela área sobre a qual eu quase deixei de orar. Talvez eu ainda mencione esse assunto algumas vezes, mas já não o faço com a mesma expectativa. Talvez tenha aprendido a conviver com a ausência de frutos e tenha chamado de conformidade aquilo que, na verdade, nasceu do cansaço. Hoje eu entrego ao Senhor esse desânimo silencioso. Se ainda houver sementes que precisam ser regadas, ensine-me a continuar. Se houver raízes que precisam ser fortalecidas, fortaleça-as. Se houver algo que precisa ser transformado primeiro em mim, mostre-me. Eu não quero determinar o que o Senhor fará, mas também não quero enterrar antecipadamente aquilo que ainda pode estar debaixo dos Seus cuidados.
Pai, devolva-me uma esperança madura, uma esperança que não depende de resultados imediatos e que não tenta obrigar o Senhor a cumprir meus planos. Quero confiar que a minha vida continua debaixo do Seu cuidado mesmo quando existem terras que ainda não floresceram. Que este primeiro dia marque uma mudança dentro de mim. Em vez de olhar para o solo seco e dizer que tudo terminou, quero aprender a perguntar o que o Senhor ainda deseja fazer. Coloco diante do Senhor minha terra, minhas raízes, minhas sementes e aquilo que ainda não consigo compreender. Minha esperança está no Deus que pode fazer brotar vida até em lugares nos quais eu já não esperava encontrar nada. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Decreto
Eu declaro que não permitirei que a aparência atual da minha terra determine aquilo que acredito sobre o meu futuro. Existem situações que ainda não compreendo e respostas que ainda não chegaram, mas não transformarei a demora em sentença definitiva. Minha confiança está em Deus, que conhece aquilo que permanece escondido debaixo da superfície. Ele conhece minhas raízes, minhas sementes, minhas perdas e cada oração que fiz quando ninguém estava vendo. Por isso, não chamarei precipitadamente de morto aquilo que simplesmente ainda não floresceu.
Declaro que minha esperança não dependerá apenas de sinais visíveis. Não preciso enxergar imediatamente uma folha surgindo para continuar confiando no cuidado de Deus. Enquanto espero, permitirei que Ele também trabalhe em mim, fortalecendo minha fé, corrigindo minhas expectativas e ensinando-me a permanecer. Não farei da frustração uma morada e não deixarei que experiências anteriores determinem tudo o que ainda pode acontecer. Minha terra pode estar atravessando uma estação difícil, mas uma estação não representa toda a história.
Eu declaro que entrego a Deus o direito de decidir quais frutos deverão nascer e em qual tempo deverão aparecer. Não quero uma esperança construída sobre exigências, mas sobre confiança. Se Deus restaurar aquilo que perdi, eu O glorificarei. Se Ele fizer nascer algo diferente daquilo que imaginei, continuarei confiando. Se ainda houver um período de espera, permanecerei debaixo do Seu cuidado. Hoje minha declaração não é que conheço exatamente o que acontecerá, mas que não desistirei simplesmente porque ainda não consigo enxergar.
Reflexão Há uma diferença enorme entre uma terra que parece sem vida e uma terra que realmente não possui mais nada acontecendo. O problema é que nossos olhos enxergam apenas a superfície. Vemos o solo rachado, o tronco cortado, a ausência de folhas e o tempo passando. Deus, porém, vê aquilo que está debaixo da terra. Jó descreve uma árvore em condições extremas. Seu tronco foi cortado, sua raiz envelheceu e tudo indicava que sua história havia terminado. Mesmo assim, havia algo que a aparência não conseguia revelar. Ao cheiro das águas, ela poderia brotar novamente.
Talvez uma das maiores tentações durante períodos prolongados de espera seja transformar aquilo que estamos vendo hoje em uma profecia sobre amanhã. Como não mudou até agora, pensamos que nunca mudará. Como não aconteceu durante tantos anos, concluímos que não acontecerá. Como aquela pessoa continua igual, imaginamos que sempre será assim. Como determinado sonho foi interrompido, acreditamos que nunca mais teremos oportunidade de viver algo semelhante. Aos poucos, uma circunstância temporária começa a receber dentro de nós o nome de destino.
A Palavra não nos chama a negar a realidade. A árvore de Jó estava realmente cortada. A raiz realmente havia envelhecido. O tronco realmente parecia morto. Fé não significa fingir que a terra está verde quando ela está seca. Fé significa olhar honestamente para a terra seca e reconhecer que aquilo que vemos não é tudo o que Deus vê. Existem processos subterrâneos. Existem raízes que permanecem. Existem sementes atravessando silenciosamente etapas que não conseguimos acompanhar. E existem também situações nas quais Deus usará justamente a terra que considerávamos improdutiva para produzir um fruto diferente daquele que imaginávamos.
Por isso, o primeiro passo desta série não é procurar frutos. É recuperar a capacidade de entregar novamente a terra a Deus. Antes da colheita existe o solo. Antes da árvore existe a raiz. Antes do fruto existe um processo escondido. Talvez hoje nada tenha mudado externamente. Seu primeiro milagre nestes 14 dias pode simplesmente começar dentro de você, quando aquela frase “não adianta mais” perder força e der lugar a uma nova oração: “Senhor, eu não sei o que ainda pode nascer aqui, mas entrego esta terra novamente em Suas mãos.”
Desafio do Dia
Escolha hoje uma área específica da sua vida que você considera seca ou improdutiva. Não escolha várias. Pode ser sua família, casamento, filhos, vida espiritual, ministério, trabalho, finanças, um projeto, um relacionamento ou uma situação que você carrega há muito tempo. Escreva em algum lugar o nome dessa área e, abaixo, registre aquilo que mais fez você perder a esperança nela. Depois, apresente isso conscientemente a Deus em oração. Durante estes 14 dias, essa será uma das terras que você colocará diante do Senhor, não exigindo um resultado específico, mas permitindo que Ele trabalhe nela e também em você.
Palavra de Esperança
Talvez você esteja olhando apenas para aquilo que foi cortado, enquanto Deus continua vendo aquilo que permaneceu na raiz. Nem todo silêncio significa abandono, nem toda demora significa fim e nem toda terra seca perdeu definitivamente sua capacidade de produzir. Você não precisa saber hoje quando a chuva virá nem qual será exatamente o fruto. Precisa apenas resistir à tentação de escrever o último capítulo enquanto Deus ainda está trabalhando. A terra diante de você pode não apresentar nenhum sinal visível neste momento, mas isso não lhe dá autoridade para declarar que Deus terminou Sua obra. Ainda existem raízes que seus olhos não conseguem ver. Ainda existem processos que você não consegue acompanhar. E ainda existe esperança para a terra que você colocou nas mãos de Deus.
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Sua terra ainda vai dar frutos – Indice
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