Versículo
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”
1 João 1:9
Oração
Pai, durante estes dias eu tenho aprendido a reconhecer meu pecado, sair do esconderijo, enfrentar a culpa, assumir consequências e aceitar aquilo que não posso desfazer. Hoje, porém, percebo que existe mais um passo que pode ser difícil: receber o Teu perdão. Talvez eu tenha facilidade para dizer que Tu perdoas outras pessoas, mas quando olho para aquilo que fiz parece que meu caso é diferente. Minha memória apresenta detalhes, minha consciência recorda circunstâncias e meu coração insiste em perguntar se uma confissão tão simples pode realmente encontrar uma graça tão grande. Senhor, ensina-me a não medir Teu perdão pela gravidade da minha sensação de culpa, mas pela fidelidade da Tua Palavra.
Eu reconheço, Pai, que não posso transformar perdão em direito de continuar vivendo da mesma maneira. Tua graça nunca será desculpa para preservar aquilo que levou Cristo à cruz. Mas também não quero cometer o erro oposto e tratar Teu perdão como se fosse insuficiente. Se confessei com sinceridade, se existe arrependimento e se estou disposto a abandonar o pecado, ajuda-me a parar de voltar diante de Ti como se precisasse convencer-Te a fazer aquilo que prometeste. Talvez eu esteja repetindo incontáveis pedidos de perdão não porque ainda exista algo novo a confessar, mas porque ainda não consegui acreditar que fui verdadeiramente perdoado.
Senhor, revela se existe dentro de mim uma tentativa de merecer Teu perdão. Talvez eu esteja tentando compensar meu pecado sendo melhor, orando mais, servindo mais, fazendo promessas maiores ou impondo me privações que Tu nunca pediste. Posso até transformar boas práticas espirituais em uma espécie de pagamento. Livra me disso. Nenhuma quantidade de sofrimento meu acrescentará algo à obra de Cristo. Ensina-me a obedecer depois do perdão não para compra-lo, mas porque fui alcançado por ele. Que minha mudança seja fruto da graça e não uma tentativa desesperada de conquistar novamente aquilo que somente pode ser recebido.
Pai, eu Te entrego também minha necessidade de sentir me perdoado antes de acreditar que fui perdoado. Há dias em que talvez meu coração continue pesado. A lembrança pode permanecer, as consequências podem continuar e algumas emoções talvez levem tempo para se reorganizar. Mas Tua promessa não depende da velocidade com que meus sentimentos acompanham Tua verdade. Ensina-me a caminhar pela fé quando minhas emoções ainda estiverem alguns passos atrás. Quero dizer: “Eu creio naquilo que Deus declarou”, mesmo quando meu coração ainda estiver aprendendo a descansar nessa realidade.
Hoje eu abro minhas mãos diante de Ti. Até aqui elas estiveram ocupadas segurando culpa, tentando pagar dívidas emocionais e carregando aquilo que já coloquei diante da cruz. Agora eu quero aprender a receber. Recebo Tua misericórdia com reverência, não com leviandade. Recebo Teu perdão com gratidão, não como licença. Recebo Tua purificação como um chamado para viver de maneira diferente. E quando minha mente tentar novamente colocar me diante do tribunal do passado, Lembra-me de que a fidelidade de Deus é maior do que a instabilidade dos meus sentimentos. Em nome de Jesus Cristo. Amém.
Declarando a Promessa
Eu declaro que o perdão de Deus não é uma possibilidade vaga oferecida apenas para pecados que considero pequenos. A Palavra afirma que, quando confessamos nossos pecados, Deus é fiel e justo para perdoar e purificar. Por isso, não construirei uma exceção para mim mesmo onde a Escritura não construiu. Não direi que a graça alcança todos, menos a mim. Receberei com humildade aquilo que jamais conseguiria comprar com meu próprio esforço.
Declaro que não tentarei pagar com sofrimento aquilo que Cristo pagou na cruz. Minha tristeza não compra perdão. Minhas lágrimas não compram perdão. Meu desempenho futuro não compra perdão. Tudo isso pode acompanhar um arrependimento verdadeiro, mas a base da minha reconciliação com Deus não está naquilo que consigo oferecer. Está na obra de Jesus Cristo. Por isso, minhas boas escolhas daqui para frente serão resposta à graça recebida, não preço para adquiri-la.
Declaro que não esperarei minhas emoções autorizarem-me a crer na Palavra. Pode haver dias em que ainda sentirei o peso da lembrança, mas não transformarei sentimento em sentença. Quando meu coração disser “talvez Deus ainda não tenha perdoado”, responderei com aquilo que está escrito. Quando a memória disser “olhe novamente para o que você fez”, eu também olharei para aquilo que Cristo fez. Meu pecado é parte verdadeira da história, mas a cruz também é.
Declaro que receber o perdão mudará minha maneira de viver. Não quero sair daqui apenas aliviado, mas agradecido e transformado. A graça que me limpa também me ensina a valorizar a santidade. Quanto mais compreendo o perdão que recebi, menos quero retornar àquilo que tornou esse perdão necessário. Hoje eu paro de pedir a Deus que prove repetidamente uma promessa que Ele já declarou. Confesso, arrependo me, creio e começo a aprender a viver como alguém verdadeiramente perdoado.
Reflexão
Às vezes pensamos que confessar é a parte mais difícil. Nem sempre. Há pessoas que conseguem confessar, chorar, reconhecer a culpa e até mudar determinadas atitudes, mas continuam incapazes de receber o perdão. Elas permanecem diante de Deus como devedores tentando pagar uma conta que Cristo já assumiu.
1 João 1:9 apresenta duas palavras preciosas: fiel e justo. João não fundamenta o perdão na intensidade das nossas emoções. Ele o fundamenta no caráter de Deus. Isso significa que, depois de uma confissão verdadeira, pode chegar o momento em que continuar recusando o perdão deixa de parecer humildade. Passamos a agir como se nossa avaliação do pecado tivesse mais autoridade do que a promessa de Deus.
Mas receber o perdão de Deus revela outro desafio. Podemos crer que Deus nos perdoou e continuar sendo nosso próprio acusador. Podemos aceitar a graça vinda do céu e recusá la quando olhamos para o espelho. E talvez o próximo passo seja justamente enfrentar esta pergunta: se Deus me perdoou, por que continuo recusando me a viver em paz comigo mesmo?
Verdade que Liberta
Receber o perdão não significa considerar meu pecado pequeno. Significa considerar suficiente aquilo que Cristo fez por mim.
Verdade Para Guardar
Não preciso sentir primeiro que fui perdoado para então acreditar. Posso crer na promessa enquanto meu coração ainda aprende a descansar nela.
Atitude de Arrependimento
Observe se você continua confessando repetidamente um pecado específico mesmo depois de já tê-lo reconhecido sinceramente, abandonado e, quando possível, reparado. Se não existe nada novo a confessar, faça hoje algo diferente. Em vez de pedir novamente “Senhor, perdoa me”, diga: “Senhor, obrigado porque Tua Palavra diz que, quando confesso meu pecado, Tu és fiel e justo para me perdoar e purificar. Hoje escolho receber aquilo que tenho tentado continuar pagando.” Sempre que a acusação retornar, não reinicie o julgamento. Volte à promessa.
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