Chamando o Pecado Pelo Nome (008)

Versículo
“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.”
Provérbios 28:13

Oração
Pai, hoje eu Te peço uma coragem diferente. Não apenas coragem para admitir que alguma coisa está errada, mas coragem para chama-la pelo nome. Muitas vezes eu suavizo aquilo que fiz porque o verdadeiro nome me confronta. Posso chamar mentira de exagero, orgulho de personalidade forte, inveja de comparação, cobiça de desejo, ressentimento de defesa, desobediência de fraqueza, maledicência de desabafo, falta de perdão de prudência e pecado secreto de necessidade. Quanto mais confortável se torna o nome que dou àquilo que faço, mais fácil fica conviver com aquilo que deveria abandonar. Senhor, retira de mim essa habilidade de maquiar diante da minha consciência aquilo que Tua Palavra deseja trazer à luz.

Eu reconheço que minhas palavras podem se tornar esconderijos. Quando digo apenas “eu falhei”, talvez esteja evitando dizer exatamente onde pequei. Quando afirmo que “as coisas aconteceram”, posso estar apagando as decisões que tomei no caminho. Quando digo que “sou assim mesmo”, posso estar transformando em característica permanente aquilo que Tu desejas transformar. Quando atribuo tudo à minha história, às minhas feridas, às pessoas que me machucaram ou às circunstâncias que me cercavam, corro o risco de usar explicações verdadeiras para fugir da responsabilidade que também é minha. Ajuda me a compreender minha história sem utilizá-la como licença para continuar pecando.

Senhor, coloca Tua luz sobre aquilo que tenho dificuldade de nomear. Se existe orgulho, mostra-me o orgulho. Se existe mentira, mostra-me a mentira. Se existe desejo desordenado, revela o. Se existe amargura, inveja, manipulação, desonestidade, impureza, egoísmo, rebeldia ou falta de perdão, não permitas que eu procure palavras mais bonitas. Eu não quero ser cruel comigo mesmo, mas quero ser verdadeiro. Sei que Tu não revelas para humilhar me, mas para libertar me daquilo que somente consegue permanecer forte enquanto continua protegido por justificativas.

Pai, também me guarda de usar a sinceridade de maneira superficial. Não quero apenas aprender a dizer palavras duras sobre mim e depois continuar vivendo da mesma forma. Confissão verdadeira precisa caminhar em direção ao abandono. Tua Palavra une duas coisas que tantas vezes tento separar: confessar e deixar. Dá me força para fazer as duas. Que minha boca reconheça aquilo que meu comportamento estará disposto a abandonar. Que meu arrependimento não seja medido apenas pela intensidade das minhas lágrimas, mas pelas mudanças que começam depois delas.

Hoje eu abro mão dos nomes confortáveis. Não quero mais proteger aquilo que está ferindo minha comunhão Contigo, prejudicando outras pessoas ou deformando silenciosamente meu coração. Ensina-me a olhar para meu pecado sem desespero, mas também sem maquiagem. Que eu possa dizer a verdade diante de Ti porque confio que Tua misericórdia é suficientemente grande para receber um coração que não quer mais se esconder atrás das palavras. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Declarando a Promessa
Eu declaro que a verdade será mais importante para mim do que a preservação da minha imagem. Não preciso tornar meu pecado menor para tornar a misericórdia de Deus maior. A misericórdia já é suficientemente grande para encontrar me exatamente onde estou, mas ela me chama a sair desse lugar. Por isso, não diminuirei aquilo que Deus deseja transformar.

Declaro que não usarei palavras confortáveis para proteger comportamentos destrutivos. Se menti, reconhecerei a mentira. Se manipulei, reconhecerei a manipulação. Se fui orgulhoso, reconhecerei o orgulho. Se alimentei impureza, reconhecerei a impureza. Se guardei ressentimento, reconhecerei o ressentimento. Se desobedeci, não chamarei minha desobediência apenas de fraqueza. Não farei isso para condenar me, mas porque aquilo que finalmente recebe seu verdadeiro nome também pode começar a receber uma resposta verdadeira.

Declaro que minhas circunstâncias podem explicar minhas vulnerabilidades, mas não serão usadas para eliminar minha responsabilidade. Minhas feridas precisam de cura, minhas carências precisam ser tratadas e minha história precisa ser compreendida, mas nenhuma dessas coisas precisa transformar pecado em destino. Com a ajuda de Deus, posso reconhecer aquilo que aconteceu comigo e, ao mesmo tempo, assumir responsabilidade por aquilo que escolhi fazer com o que aconteceu comigo.

Declaro, conforme Provérbios 28:13, que não permanecerei encobrindo minhas transgressões. Eu as confessarei e começarei a deixá-las. A misericórdia que procuro não será usada para manter me no mesmo lugar. Ela será recebida como força para uma nova direção. Não darei ao meu pecado um nome mais bonito para conseguir mantê-lo. Darei a ele o nome verdadeiro para que, pela graça de Deus, eu possa finalmente começar a deixá-lo.

Reflexão
Existe uma razão pela qual preferimos determinados nomes. “Perdi a cabeça” parece menos grave do que “feri alguém com minhas palavras”. “Foi apenas uma conversa” soa melhor do que admitir que alimentamos uma aproximação inadequada. “Eu precisava desabafar” pode esconder maledicência. “Estou apenas me protegendo” pode esconder falta de perdão. As palavras que escolhemos podem revelar o quanto ainda estamos tentando negociar com nossa consciência.

Isso não significa que todo comportamento seja simples ou que nossas histórias não importem. Feridas, traumas, carências, pressões e experiências anteriores podem ajudar a compreender por que determinadas áreas se tornaram vulneráveis. Mas existe uma diferença entre compreender uma fraqueza e conceder lhe permissão. Maturidade espiritual permite que façamos as duas coisas necessárias: olhar com compaixão para nossas feridas e com responsabilidade para nossas escolhas.

Provérbios acrescenta algo que não podemos ignorar: não diz apenas “confessa”. Diz “confessa e deixa”. E talvez aqui esteja uma das maiores provas do arrependimento. Depois que finalmente damos o verdadeiro nome ao pecado, surge uma pergunta inevitável: estou apenas arrependido de tê-lo cometido ou estou disposto a deixa-lo? Essa pergunta nos levará ainda mais fundo, porque confessar é abrir a porta. Abandonar exigirá atravessá-la.

Verdade que Liberta
Dar o verdadeiro nome ao meu pecado não aumenta minha condenação. Aumenta minha clareza sobre aquilo que precisa ser transformado. Não posso abandonar conscientemente aquilo que continuo tentando disfarçar.

Verdade Para Guardar
Enquanto mudo o nome do pecado, protejo sua permanência. Quando aceito a verdade, começo a preparar sua saída.

Atitude de Arrependimento
Volte hoje à frase escrita no primeiro dia: “Senhor, eu pequei quando…” Leia o que escreveu e observe se utilizou alguma palavra que suaviza sua responsabilidade. Depois complete outra frase: “Se eu chamar isso pelo nome, preciso reconhecer que…” Não procure uma palavra mais dura apenas para se castigar. Procure a palavra mais verdadeira. Em seguida, escreva uma terceira frase: “Para começar a deixar isso, minha primeira mudança precisa ser…” Faça dessa resposta uma atitude concreta ainda hoje.

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