
Pai querido,
Hoje eu me aproximo de Ti carregando um sentimento que tem me impedido de dar alguns passos na Tua direção.
A vergonha. Não a vergonha diante das pessoas. Mas a vergonha diante de Ti. Porque eu sabia o que deveria fazer. Eu sabia o caminho. Eu conhecia a Tua vontade.
E, mesmo assim, me afastei em algumas áreas da minha vida.
Talvez não tenha sido uma grande queda.
Talvez tenha sido apenas um afastamento gradual.
Mas, quanto mais o tempo passou, mais difícil pareceu voltar.
Comecei a pensar que deveria esperar o momento certo.
Que deveria mudar primeiro.
Que deveria resolver algumas coisas antes de me apresentar novamente diante de Ti.
Mas hoje eu percebo que esses pensamentos apenas prolongaram a distância.
Pai, obrigado porque a Tua Palavra está cheia de histórias de recomeços.
Homens e mulheres que erraram.
Que tropeçaram.
Que se perderam em alguns momentos da caminhada.
Mas que encontraram em Ti misericórdia para continuar.
Por isso, hoje eu não quero mais permanecer escondido.
Não quero mais viver fugindo da Tua presença por causa da vergonha.
O Senhor já conhece tudo sobre mim. Conhece minhas falhas. Conhece minhas escolhas. Conhece meus arrependimentos. E, ainda assim, continua me chamando para perto. Que amor é esse, Pai?
Que graça é essa que continua me recebendo mesmo quando eu sinto que não mereço?
Hoje eu escolho acreditar mais na Tua misericórdia do que nas acusações da minha própria mente.
Escolho acreditar mais no Teu perdão do que nos meus sentimentos de culpa.
Escolho acreditar que a porta continua aberta.
Recebe-me novamente, Senhor.
Não porque eu seja digno.
Mas porque Tu és bom.
Não porque eu tenha tudo resolvido.
Mas porque preciso da Tua ajuda para ser restaurado.
Que este seja o dia em que eu pare de olhar para trás com vergonha e volte a olhar para frente com esperança.
Porque o Senhor continua sendo o Deus que recebe de braços abertos aqueles que decidem voltar.
Em nome de Jesus. Amém.
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DIA 18 – Quando Me Sinto Indigno