Dia 305 – Lucas – 19 a 21

Reflexão sobre a leitura de hoje

Lucas 19

Jesus encontra Zaqueu, entra triunfalmente em Jerusalém e lamenta sobre a cidade.

O Senhor continua buscando vidas que desejam transformação verdadeira e permanece oferecendo salvação e restauração.

Leitura Capitulo

Lucas 19:1-48
(1) E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando.
(2) E eis que havia ali um homem, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico.
(3) E procurava ver quem era Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura.
(4) E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver, porque havia de passar por ali.
(5) E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa.
(6) E, apressando-se, desceu e recebeu-o com júbilo.
(7) E, vendo todos isso, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.
(8) E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.
(9) E disse-lhe Jesus: Hoje, veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.
(10) Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.
(11) E, ouvindo eles essas coisas, ele prosseguiu e contou uma parábola, porquanto estava perto de Jerusalém, e cuidavam que logo se havia de manifestar o Reino de Deus.
(12) Disse, pois: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois.
(13) E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu venha.
(14) Mas os seus concidadãos aborreciam-no e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós.
(15) E aconteceu que, voltando ele, depois de ter tomado o reino, disse que lhe chamassem aqueles servos a quem tinha dado o dinheiro, para saber o que cada um tinha ganhado, negociando.
(16) E veio o primeiro dizendo: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.
(17) E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás a autoridade.
(18) E veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.
(19) E a este disse também: Sê tu também sobre cinco cidades.
(20) E veio outro, dizendo: Senhor, aqui está a tua mina, que guardei num lenço,
(21) porque tive medo de ti, que és homem rigoroso, que tomas o que não puseste e segas o que não semeaste.
(22) Porém ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus e sego o que não semeei.
(23) Por que não puseste, pois, o meu dinheiro no banco, para que eu, vindo, o exigisse com os juros?
(24) E disse aos que estavam com ele: Tirai-lhe a mina e dai- a ao que tem dez minas.
(25) E disseram-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas.
(26) Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver até o que tem lhe será tirado.
(27) E, quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai- os diante de mim.
(28) E, dito isso, ia caminhando adiante, subindo para Jerusalém.
(29) E aconteceu que, chegando perto de Betfagé e de Betânia, ao monte chamado das Oliveiras, mandou dois dos seus discípulos,
(30) dizendo: Ide à aldeia que está defronte e aí, ao entrardes, achareis preso um jumentinho em que nenhum homem ainda montou; soltai-o e trazei- o.
(31) E, se alguém vos perguntar: Por que o soltais?, assim lhe direis: Porque o Senhor precisa dele.
(32) E, indo os que haviam sido mandados, acharam como lhes dissera.
(33) E, quando soltaram o jumentinho, seus donos lhes disseram: Por que soltais o jumentinho?
(34) E eles responderam: O Senhor precisa dele.
(35) E trouxeram-no a Jesus; e, lançando sobre o jumentinho as suas vestes, puseram Jesus em cima.
(36) E, indo ele, estendiam no caminho as suas vestes.
(37) E, quando já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto,
(38) dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!
(39) E disseram-lhe dentre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos.
(40) E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.
(41) E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela,
(42) dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos.
(43) Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas,
(44) e te derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.
(45) E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam,
(46) dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores.
(47) E todos os dias ensinava no templo; mas os principais dos sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo
(48) e não achavam meio de o fazer, porque todo o povo pendia para ele, escutando-o.

Lucas 20

Jesus confronta líderes religiosos e ensina através de parábolas e perguntas profundas.

O Reino de Deus desafia religiosidade superficial e chama cada pessoa a viver em verdade e discernimento espiritual

Leitura Capitulo

Lucas 20:1-47
(1) E aconteceu, num daqueles dias, que, estando ele ensinando o povo no templo e anunciando o evangelho, sobrevieram os principais dos sacerdotes e os escribas com os anciãos
(2) e falaram-lhe, dizendo: Dize-nos: com que autoridade fazes essas coisas? Ou quem é que te deu esta autoridade?
(3) E, respondendo ele, disse-lhes: Também eu vos farei uma pergunta: dizei-me, pois:
(4) o batismo de João era do céu ou dos homens?
(5) E eles arrazoavam entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que o não crestes?
(6) E, se dissermos: dos homens, todo o povo nos apedrejará, pois têm por certo que João era profeta.
(7) E responderam que não sabiam de onde era.
(8) E Jesus lhes disse: Tampouco vos direi com que autoridade faço isto.
(9) E começou a dizer ao povo esta parábola: Certo homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra por muito tempo.
(10) E, no devido tempo, mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem dos frutos da vinha; mas os lavradores, espancando-o, mandaram-no vazio.
(11) E tornou ainda a mandar outro servo; mas eles, espancando também a este e afrontando- o, mandaram-no vazio.
(12) E tornou ainda a mandar um terceiro; mas eles, ferindo também a este, o expulsaram.
(13) E disse o senhor da vinha: Que farei? Mandarei o meu filho amado; talvez, vendo-o, o respeitem.
(14) Mas, vendo-o os lavradores, arrazoaram entre si dizendo: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, para que a herança seja nossa.
(15) E, lançando-o fora da vinha, o mataram. Que lhes fará, pois, o senhor da vinha?
(16) Irá, e destruirá estes lavradores, e dará a outros a vinha. E, ouvindo eles isso, disseram: Não seja assim!
(17) Mas ele, olhando para eles, disse: Que é isto, pois, que está escrito? A pedra que os edificadores reprovaram, essa foi feita cabeça da esquina.
(18) Qualquer que cair sobre aquela pedra ficará em pedaços, e aquele sobre quem ela cair será feito em pó.
(19) E os principais dos sacerdotes e os escribas procuravam lançar mão dele naquela mesma hora; mas temeram o povo, porque entenderam que contra eles dissera esta parábola.
(20) E, trazendo- o debaixo de olho, mandaram espias que se fingiam de justos, para o apanharem em alguma palavra e o entregarem à jurisdição e poder do governador.
(21) E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, nós sabemos que falas e ensinas bem e retamente e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas com verdade o caminho de Deus.
(22) É-nos lícito dar tributo a César ou não?
(23) E, entendendo ele a sua astúcia, disse-lhes: Por que me tentais?
(24) Mostrai-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César.
(25) Disse-lhes, então: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus.
(26) E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se.
(27) E, chegando-se alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição, perguntaram-lhe,
(28) dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de alguém falecer, tendo mulher e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher e suscite posteridade a seu irmão.
(29) Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro tomou mulher e morreu sem filhos;
(30) e o segundo
(31) e o terceiro também a tomaram, e, igualmente, os sete. Todos eles morreram e não deixaram filhos.
(32) E, por último, depois de todos, morreu também a mulher.
(33) Portanto, na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois que os sete por mulher a tiveram?
(34) E, respondendo Jesus, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento,
(35) mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento;
(36) porque já não podem mais morrer, pois são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.
(37) E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó.
(38) Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele vivem todos.
(39) E, respondendo alguns dos escribas, disseram: Mestre, disseste bem.
(40) E não ousavam perguntar-lhe mais coisa alguma.
(41) E ele lhes disse: Como dizem que o Cristo é Filho de Davi?
(42) Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos: Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita,
(43) até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.
(44) Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho?
(45) E, ouvindo-o todo o povo, disse Jesus aos seus discípulos:
(46) Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas e amam as saudações nas praças, e as principais cadeiras nas sinagogas, e os primeiros lugares nos banquetes;
(47) que devoram as casas das viúvas, fazendo, por pretexto, largas orações. Estes receberão maior condenação.

Lucas 21

Jesus fala sobre sinais, perseverança e vigilância diante dos tempos futuros.

Mesmo em meio às crises e mudanças do mundo, o Senhor continua fortalecendo aqueles que permanecem firmes em fé e esperança.

Leitura Capitulo

Lucas 21:1-38
(1) E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro;
(2) e viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas;
(3) e disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos esta pobre viúva,
(4) porque todos aqueles deram como ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha.
(5) E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse:
(6) Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que se não deixará pedra sobre pedra que não seja derribada.
(7) E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, quando serão, pois, essas coisas? E que sinal haverá quando isso estiver para acontecer?
(8) Disse, então, ele: Vede que não vos enganem, porque virão muitos em meu nome, dizendo: Sou eu, e o tempo está próximo; não vades, portanto, após eles.
(9) E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isso aconteça primeiro, mas o fim não será logo.
(10) Então, lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino, contra reino;
(11) e haverá, em vários lugares, grandes terremotos, e fomes, e pestilências; haverá também coisas espantosas e grandes sinais do céu.
(12) Mas, antes de todas essas coisas, lançarão mão de vós e vos perseguirão, entregando- vos às sinagogas e às prisões e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por amor do meu nome.
(13) E vos acontecerá isso para testemunho.
(14) Proponde, pois, em vosso coração não premeditar como haveis de responder,
(15) porque eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir, nem contradizer todos quantos se vos opuserem.
(16) E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós.
(17) E de todos sereis odiados por causa do meu nome.
(18) Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça.
(19) Na vossa paciência, possuí a vossa alma.
(20) Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei, então, que é chegada a sua desolação.
(21) Então, os que estiverem na Judéia, que fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, que saiam; e, os que estiverem nos campos, que não entrem nela.
(22) Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.
(23) Mas ai das grávidas e das que criarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira sobre este povo.
(24) E cairão a fio de espada e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.
(25) E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra, angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas;
(26) homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados.
(27) E, então, verão vir o Filho do Homem numa nuvem, com poder e grande glória.
(28) Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima.
(29) E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira e para todas as árvores.
(30) Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.
(31) Assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que o Reino de Deus está perto.
(32) Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.
(33) Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.
(34) E olhai por vós, para que não aconteça que o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.
(35) Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra.
(36) Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem.
(37) E, de dia, ensinava no templo e, à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras.
(38) E todo o povo ia ter com ele ao templo, de manhã cedo, para o ouvir.

Dia 306 – Lucas – 22 a 24

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