Dia 301 – Lucas – 7 a 9

Reflexão sobre a leitura de hoje

Lucas 7

Jesus cura enfermos, ressuscita o filho da viúva e demonstra misericórdia à mulher pecadora.
O Senhor continua vendo a dor humana e respondendo com compaixão, graça e restauração.

Leitura Capitulo

Lucas 7:1-50
(1) E, depois de concluir todos esses discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum.
(2) E o servo de um certo centurião, a quem este muito estimava, estava doente e moribundo.
(3) E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo.
(4) E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isso.
(5) Porque ama a nossa nação e ele mesmo nos edificou a sinagoga.
(6) E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado;
(7) e, por isso, nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará.
(8) Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: vai; e ele vai; e a outro: vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e ele o faz.
(9) E, ouvindo isso, Jesus maravilhou-se dele e, voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé.
(10) E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.
(11) E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão.
(12) E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
(13) E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores.
(14) E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te.
(15) E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.
(16) E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.
(17) E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.
(18) E os discípulos de João anunciaram-lhe todas essas coisas.
(19) E João, chamando dois dos seus discípulos, enviou- os a Jesus, dizendo: És tu aquele que havia de vir ou esperamos outro?
(20) E, quando aqueles homens chegaram junto dele, disseram: João Batista enviou-nos a perguntar-te: És tu aquele que havia de vir ou esperamos outro?
(21) E, na mesma hora, curou muitos de enfermidades, e males, e espíritos maus; e deu vista a muitos cegos.
(22) Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho.
(23) E bem-aventurado aquele que em mim se não escandalizar.
(24) E, tendo-se retirado os mensageiros de João, começou a dizer à multidão acerca de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana abalada pelo vento?
(25) Mas que saístes a ver? Um homem trajado de vestes delicadas? Eis que os que andam com vestes preciosas e em delícias estão nos paços reais.
(26) Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta.
(27) Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu anjo diante da tua face, o qual preparará diante de ti o teu caminho.
(28) E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista; mas o menor no Reino de Deus é maior do que ele.
(29) E todo o povo que o ouviu e os publicanos, tendo sido batizados com o batismo de João, justificaram a Deus.
(30) Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por ele.
(31) E disse o Senhor: A quem, pois, compararei os homens desta geração, e a quem são semelhantes?
(32) São semelhantes aos meninos que, assentados nas praças, clamam uns aos outros e dizem: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes.
(33) Porque veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio.
(34) Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores.
(35) Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.
(36) E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa.
(37) E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento.
(38) E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento.
(39) Quando isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora.
(40) E, respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre.
(41) Um certo credor tinha dois devedores; um devia- lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinqüenta.
(42) E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais?
(43) E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem.
(44) E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos.
(45) Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.
(46) Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento.
(47) Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama.
(48) E disse a ela: Os teus pecados te são perdoados.
(49) E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados?
(50) E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

Lucas 8

Jesus ensina através de parábolas, acalma a tempestade e liberta pessoas oprimidas.

A Palavra de Deus transforma o coração, e Cristo continua tendo autoridade sobre circunstâncias, medos e opressões.

Leitura Capitulo

Lucas 8:1-56
(1) E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele,
(2) e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;
(3) e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas.
(4) E, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse por parábolas:
(5) Um semeador saiu a semear a sua semente, e, quando semeava, caiu alguma junto do caminho e foi pisada, e as aves do céu a comeram.
(6) E outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade.
(7) E outra caiu entre espinhos, e, crescendo com ela os espinhos, a sufocaram;
(8) E outra caiu em boa terra e, nascida, produziu fruto, cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.
(9) E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Que parábola é esta?
(10) E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus, mas aos outros, por parábolas, para que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.
(11) Esta é, pois, a parábola: a semente é a palavra de Deus;
(12) e os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois, vem o diabo e tira-lhes do coração a palavra, para que se não salvem, crendo;
(13) e os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo e, no tempo da tentação, se desviam;
(14) e a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram, e, indo por diante, são sufocados com os cuidados, e riquezas, e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição;
(15) e a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perseverança.
(16) E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz.
(17) Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz.
(18) Vede, pois, como ouvis, porque a qualquer que tiver lhe será dado, e a qualquer que não tiver até o que parece ter lhe será tirado.
(19) E foram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se dele, por causa da multidão.
(20) E foi-lhe dito: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te.
(21) Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.
(22) E aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra banda do lago. E partiram.
(23) E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e o barco enchia-se de água, estando eles em perigo.
(24) E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança.
(25) E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?
(26) E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galiléia.
(27) E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que, desde muito tempo, estava possesso de demônios e não andava vestido nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros.
(28) E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo com alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes.
(29) Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos.
(30) E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios.
(31) E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo.
(32) E andava pastando ali no monte uma manada de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho.
(33) E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago e afogou-se.
(34) E aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e nos campos.
(35) E saíram a ver o que tinha acontecido e vieram ter com Jesus. Acharam, então, o homem de quem haviam saído os demônios, vestido e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram.
(36) E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado.
(37) E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles, porque estavam possuídos de grande temor. E, entrando ele no barco, voltou.
(38) E aquele homem de quem haviam saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo:
(39) Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.
(40) E aconteceu que, quando voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando.
(41) E eis que chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa;
(42) porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E, indo ele, apertava-o a multidão.
(43) E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada,
(44) chegando por detrás dele, tocou na orla da sua veste, e logo estancou o fluxo do seu sangue.
(45) E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?
(46) E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.
(47) Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado e como logo sarara.
(48) E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
(49) Estando ele ainda falando, chegou um da casa do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta; não incomodes o Mestre.
(50) Jesus, porém, ouvindo- o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva.
(51) E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai, e a mãe da menina.
(52) E todos choravam e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme.
(53) E riam-se dele, sabendo que estava morta.
(54) Mas ele, pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina!
(55) E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer.
(56) E seus pais ficaram maravilhados, e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia sucedido.

Lucas 9

Jesus envia os discípulos, multiplica pães e revela Sua identidade como o Cristo.

Seguir Jesus exige fé, renúncia e disposição para caminhar segundo os princípios do Reino de Deus.

Leitura Capitulo

Lucas 9:1-62
(1) E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios e para curarem enfermidades;
(2) e enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos.
(3) E disse-lhes: Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas vestes.
(4) E, em qualquer casa em que entrardes, ficai ali e de lá saireis.
(5) E, se em qualquer cidade vos não receberem, saindo vós dali, sacudi o pó dos vossos pés, em testemunho contra eles.
(6) E, saindo eles, percorreram todas as aldeias, anunciando o evangelho e fazendo curas por toda a parte.
(7) E o tetrarca Herodes ouvia tudo o que se passava e estava em dúvida, porque diziam alguns que João ressuscitara dos mortos,
(8) e outros, que Elias tinha aparecido, e outros, que um profeta dos antigos havia ressuscitado.
(9) E disse Herodes: A João mandei eu degolar; quem é, pois, este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo.
(10) E, regressando os apóstolos, contaram-lhe tudo o que tinham feito. E, tomando-os consigo, retirou-se para um lugar deserto de uma cidade chamada Betsaida.
(11) E, sabendo- o a multidão, o seguiu; e ele os recebeu, e falava-lhes do Reino de Deus, e sarava os que necessitavam de cura.
(12) E já o dia começava a declinar; então, chegando-se a ele os doze, disseram-lhe: Despede a multidão, para que, indo aos campos e aldeias ao redor, se agasalhem e achem o que comer, porque aqui estamos em lugar deserto.
(13) Mas ele lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram: Não temos senão cinco pães e dois peixes, salvo se nós próprios formos comprar comida para todo este povo.
(14) Porquanto estavam ali quase cinco mil homens. Disse, então, aos seus discípulos: Fazei-os assentar, em grupos de cinqüenta em cinqüenta.
(15) E assim o fizeram, fazendo- os assentar a todos.
(16) E, tomando os cinco pães e os dois peixes e olhando para o céu, abençoou-os, e partiu-os, e deu-os aos seus discípulos para os porem diante da multidão.
(17) E comeram todos e saciaram-se; e levantaram, do que lhes sobejou, doze cestos de pedaços.
(18) E aconteceu que, estando ele orando em particular, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou?
(19) E, respondendo eles, disseram: João Batista; outros, Elias, e outros, que um dos antigos profetas ressuscitou.
(20) E disse-lhes: E vós quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus.
(21) E, admoestando-os, mandou que a ninguém referissem isso,
(22) dizendo: É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia.
(23) E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
(24) Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará.
(25) Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?
(26) Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos.
(27) E em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o Reino de Deus.
(28) E aconteceu que, quase oito dias depois dessas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago e subiu ao monte a orar.
(29) E, estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e as suas vestes ficaram brancas e mui resplandecentes.
(30) E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias,
(31) os quais apareceram com glória e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém.
(32) E Pedro e os que estavam com ele estavam carregados de sono; e, quando despertaram, viram a sua glória e aqueles dois varões que estavam com ele.
(33) E aconteceu que, quando aqueles se apartaram dele, disse Pedro a Jesus: Mestre, bom é que nós estejamos aqui e façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias, não sabendo o que dizia.
(34) E, dizendo ele isso, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e, entrando eles na nuvem, temeram.
(35) E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi.
(36) E, tendo soado aquela voz, Jesus foi achado só; e eles calaram-se e, por aqueles dias, não contaram a ninguém nada do que tinham visto.
(37) E aconteceu, no dia seguinte, que, descendo eles do monte, lhes saiu ao encontro uma grande multidão.
(38) E eis que um homem da multidão clamou, dizendo, Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que eu tenho.
(39) Eis que um espírito o toma, e de repente clama, e o despedaça até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado.
(40) E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.
(41) E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho.
(42) E, quando vinha chegando, o demônio o derribou e convulsionou; porém Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino, e o entregou a seu pai.
(43) E todos pasmavam da majestade de Deus. E, maravilhando-se todos de todas as coisas que Jesus fazia, disse aos seus discípulos:
(44) Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos, porque o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens.
(45) Mas eles não entendiam essa palavra, que lhes era encoberta, para que a não compreendessem; e temiam interrogá-lo acerca dessa palavra.
(46) E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.
(47) Mas Jesus, vendo o pensamento do coração deles, tomou uma criança, pô-la junto a si
(48) e disse-lhes: Qualquer que receber esta criança em meu nome recebe-me a mim; e qualquer que me recebe a mim recebe o que me enviou; porque aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande.
(49) E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco.
(50) E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós.
(51) E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém.
(52) E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada.
(53) Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém.
(54) E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?
(55) Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.
(56) Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá- las. E foram para outra aldeia.
(57) E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
(58) E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
(59) E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá enterrar meu pai.
(60) Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu, vai e anuncia o Reino de Deus.
(61) Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
(62) E Jesus lhe disse: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.

Dia 302 – Lucas – 10 a 12

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