Dia 293 – Mateus – 26 a 28

Reflexão sobre a leitura de hoje

Mateus 26

Jesus celebra a última ceia, ora no Getsêmani e é preso.

Mesmo diante da dor e do sofrimento que se aproximavam, o Senhor permaneceu obediente ao propósito do Pai.

Leitura Capitulo 26

Mateus 26:1-75
(1) E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos esses discursos, disse aos seus discípulos:
(2) Bem sabeis que, daqui a dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
(3) Depois, os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás,
(4) e consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem.
(5) Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo.
(6) E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,
(7) aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.
(8) E os seus discípulos, vendo isso, indignaram-se, dizendo: Por que este desperdício?
(9) Pois este ungüento podia vender-se por grande preço e dar-se o dinheiro aos pobres.
(10) Jesus, porém, conhecendo isso, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois praticou uma boa ação para comigo.
(11) Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.
(12) Ora, derramando ela este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento.
(13) Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua.
(14) Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes
(15) e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.
(16) E, desde então, buscava oportunidade para o entregar.
(17) E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa?
(18) E ele disse: Ide à cidade a um certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.
(19) E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
(20) E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze.
(21) E, enquanto eles comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair.
(22) E eles, entristecendo-se muito, começaram um por um a dizer-lhe: Porventura, sou eu, Senhor?
(23) E ele, respondendo, disse: O que mete comigo a mão no prato, esse me há de trair.
(24) Em verdade o Filho do Homem vai, como acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido.
(25) E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura, sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste.
(26) Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando- o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
(27) E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos.
(28) Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
(29) E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai.
(30) E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
(31) Então, Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão.
(32) Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galiléia.
(33) Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei.
(34) Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás.
(35) Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
(36) Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar.
(37) E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.
(38) Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
(39) E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.
(40) E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo?
(41) Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
(42) E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.
(43) E, voltando, achou-os outra vez adormecidos, porque os seus olhos estavam carregados.
(44) E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
(45) Então, chegou junto dos seus discípulos e disse-lhes: Dormi, agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem será entregue nas mãos dos pecadores.
(46) Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai.
(47) E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo.
(48) E o traidor tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o.
(49) E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi. E beijou-o.
(50) Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus e o prenderam.
(51) E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.
(52) Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão.
(53) Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?
(54) Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?
(55) Então, disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e porretes, para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes.
(56) Mas tudo isso aconteceu para que se cumpram as Escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.
(57) E os que prenderam Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.
(58) E Pedro o seguiu de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim.
(59) Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte,
(60) e não o achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, mas, por fim, chegaram duas
(61) e disseram: Este disse: Eu posso derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.
(62) E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?
(63) E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
(64) Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
(65) Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia.
(66) Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte.
(67) Então, cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam,
(68) dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?
(69) Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu.
(70) Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
(71) E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno.
(72) E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem.
(73) E, logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, também tu és deles, pois a tua fala te denuncia.
(74) Então, começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.
(75) E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.

Mateus 27

Jesus é julgado, crucificado e entrega Sua vida na cruz.

A cruz revela o amor, a misericórdia e o plano de redenção de Deus para a humanidade.

Leitura Capitulo 27

Mateus 27:1-66
(1) E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem.
(2) E, manietando-o, o levaram e o entregaram ao governador Pôncio Pilatos.
(3) Então, Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos,
(4) dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo.
(5) E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.
(6) E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue.
(7) E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros.
(8) Por isso, foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.
(9) Então, se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram.
(10) E deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor determinou.
(11) E foi Jesus apresentado ao governador, e o governador o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes.
(12) E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
(13) Disse-lhe, então, Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti?
(14) E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o governador estava muito maravilhado.
(15) Ora, por ocasião da festa, costumava o governador soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse.
(16) E tinham, então, um preso bem conhecido, chamado Barrabás.
(17) Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?
(18) Porque sabia que por inveja o haviam entregado.
(19) E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.
(20) Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.
(21) E, respondendo o governador, disse-lhes: Qual desses dois quereis vós que eu solte? E eles disseram: Barrabás.
(22) Disse-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado!
(23) O governador, porém, disse: Mas que mal fez ele? E eles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado!
(24) Então, Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso.
(25) E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.
(26) Então, soltou-lhes Barrabás e, tendo mandado açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
(27) E logo os soldados do governador, conduzindo Jesus à audiência, reuniram junto dele toda a coorte.
(28) E, despindo-o, o cobriram com uma capa escarlate.
(29) E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e, em sua mão direita, uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeus!
(30) E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana e batiam-lhe com ela na cabeça.
(31) E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado.
(32) E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.
(33) E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,
(34) deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.
(35) E, havendo- o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes.
(36) E, assentados, o guardavam ali.
(37) E, por cima da sua cabeça, puseram escrita a sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.
(38) E foram crucificados com ele dois salteadores, um, à direita, e outro, à esquerda.
(39) E os que passavam blasfemavam dele, meneando a cabeça
(40) e dizendo: Tu, que destróis o templo e, em três dias, o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és o Filho de Deus, desce da cruz.
(41) E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam:
(42) Salvou os outros e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça, agora, da cruz, e creremos nele;
(43) confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.
(44) E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele estavam crucificados.
(45) E, desde a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona.
(46) E, perto da hora nona, exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
(47) E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Este chama por Elias.
(48) E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo- a numa cana, dava-lhe de beber.
(49) Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.
(50) E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.
(51) E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.
(52) E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados;
(53) E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.
(54) E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor e disseram: Verdadeiramente, este era o Filho de Deus.
(55) E estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galiléia, para o servir,
(56) entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.
(57) E, vinda já a tarde, chegou um homem rico de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus.
(58) Este foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado.
(59) E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol,
(60) e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rolando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se.
(61) E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro.
(62) E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos,
(63) dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei.
(64) Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro.
(65) E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai- o como entenderdes.
(66) E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.

Mateus 28

Jesus ressuscita, aparece aos discípulos e entrega a missão de levar o evangelho ao mundo.

A ressurreição confirma a vitória de Cristo e lembra que o Senhor continua chamando Seu povo a viver e anunciar Sua verdade.

Leitura Capitulo 28

Mateus 28:1-20
(1) E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.
(2) E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela.
(3) E o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste branca como a neve.
(4) E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados e como mortos.
(5) Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado.
(6) Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia.
(7) Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito.
(8) E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos.
(9) E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram.
(10) Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galiléia e lá me verão.
(11) E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido.
(12) E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando:
(13) Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram.
(14) E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança.
(15) E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje.
(16) E os onze discípulos partiram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes tinha designado.
(17) E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram.
(18) E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.
(19) Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
(20) ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Introdução do Livro de Marcos

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