Dia 289 – Mateus – 13 a 15

Reflexão sobre a leitura de hoje

Mateus 13

Jesus apresenta várias parábolas explicando o crescimento e os princípios do Reino dos Céus.

O Reino de Deus muitas vezes começa de forma simples e silenciosa, mas produz transformação profunda e duradoura.

Leitura Capitulo 13

Mateus 13:1-58
(1) Tendo Jesus saído de casa naquele dia, estava assentado junto ao mar.
(2) E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.
(3) E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.
(4) E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves e comeram-na;
(5) e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda.
(6) Mas, vindo o sol, queimou-se e secou-se, porque não tinha raiz.
(7) E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.
(8) E outra caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta.
(9) Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.
(10) E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
(11) Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
(12) porque àquele que tem se dará, e terá em abundância; mas aquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
(13) Por isso, lhes falo por parábolas, porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem compreendem.
(14) E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis e, vendo, vereis, mas não percebereis.
(15) Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviu de mau grado com seus ouvidos e fechou os olhos, para que não veja com os olhos, e ouça com os ouvidos, e compreenda com o coração, e se converta, e eu o cure.
(16) Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
(17) Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não o viram, e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.
(18) Escutai vós, pois, a parábola do semeador.
(19) Ouvindo alguém a palavra do Reino e não a entendendo, vem o maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho;
(20) porém o que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria;
(21) mas não tem raiz em si mesmo; antes, é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se ofende;
(22) e o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;
(23) mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta.
(24) Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo;
(25) mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se.
(26) E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.
(27) E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio?
(28) E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo?
(29) Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.
(30) Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.
(31) Outra parábola lhes propôs, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem, pegando dele, semeou no seu campo;
(32) o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu e se aninham nos seus ramos.
(33) Outra parábola lhes disse: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.
(34) Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão e nada lhes falava sem parábolas,
(35) para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo.
(36) Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.
(37) E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem,
(38) o campo é o mundo, a boa semente são os filhos do Reino, e o joio são os filhos do Maligno.
(39) O inimigo que o semeou é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.
(40) Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo.
(41) Mandará o Filho do Homem os seus anjos, e eles colherão do seu Reino tudo o que causa escândalo e os que cometem iniqüidade.
(42) E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
(43) Então, os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.
(44) Também o Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido n um campo que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem e compra aquele campo.
(45) Outrossim, o Reino dos céus é semelhante ao homem negociante que busca boas pérolas;
(46) e, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha e comprou-a.
(47) Igualmente, o Reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar e que apanha toda qualidade de peixes.
(48) E, estando cheia, a puxam para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.
(49) Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos.
(50) E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
(51) E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor.
(52) E ele disse-lhes: Por isso, todo escriba instruído acerca do Reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.
(53) E aconteceu que Jesus, concluindo essas parábolas, se retirou dali.
(54) E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam e diziam: Donde veio a este a sabedoria e estas maravilhas?
(55) Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, e José, e Simão, e Judas?
(56) E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe veio, pois, tudo isso?
(57) E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa.
(58) E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles.

Mateus 14

Jesus alimenta multidões, anda sobre as águas e fortalece Seus discípulos.

Mesmo em meio às tempestades e limitações humanas, o Senhor continua demonstrando cuidado, provisão e poder.

Leitura Capitulo 14

Mateus 14:1-36
(1) Naquele tempo, ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus.
(2) E disse aos seus criados: Este é João Batista; ressuscitou dos mortos, e, por isso, estas maravilhas operam nele.
(3) Porque Herodes tinha prendido João e tinha-o manietado e encerrado no cárcere por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe;
(4) porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la.
(5) E, querendo matá-lo, temia o povo, porque o tinham como profeta.
(6) Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele e agradou a Herodes,
(7) pelo que prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse.
(8) E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista.
(9) E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse.
(10) E mandou degolar João no cárcere,
(11) e a sua cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe.
(12) E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram, e foram anunciá-lo a Jesus.
(13) E Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo- o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades.
(14) E Jesus, saindo, viu uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.
(15) E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias e comprem comida para si.
(16) Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.
(17) Então, eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
(18) E ele disse: Trazei-mos aqui.
(19) Tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos, à multidão.
(20) E comeram todos e saciaram-se, e levantaram dos pedaços que sobejaram doze cestos cheios.
(21) E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.
(22) E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante, para a outra banda, enquanto despedia a multidão.
(23) E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.
(24) E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário.
(25) Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar.
(26) E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram, com medo.
(27) Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu; não temais.
(28) E respondeu-lhe Pedro e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.
(29) E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
(30) Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me.
(31) E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste?
(32) E, quando subiram para o barco, acalmou o vento.
(33) Então, aproximaram-se os que estavam no barco e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.
(34) E, tendo passado para a outra banda, chegaram à terra de Genesaré.
(35) E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras em redor e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos.
(36) E rogavam-lhe que, ao menos, eles pudessem tocar a orla da sua veste; e todos os que a tocavam ficavam sãos.

Mateus 15

Jesus confronta tradições vazias e mostra que a verdadeira pureza nasce do coração.

O Reino dos Céus não trabalha apenas comportamentos externos. Deus deseja transformação interior, fé e sinceridade.

Leitura Capitulo 15

Mateus 15:1-39
(1) Então, chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo:
(2) Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.
(3) Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição?
(4) Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, que morra de morte.
(5) Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim, esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe,
(6) E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus.
(7) Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo:
(8) Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.
(9) Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.
(10) E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi e entendei:
(11) o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.
(12) Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram?
(13) Ele, porém, respondendo, disse: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada.
(14) Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova.
(15) E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola.
(16) Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender?
(17) Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora?
(18) Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem.
(19) Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
(20) São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.
(21) E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom.
(22) E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.
(23) Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós.
(24) E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
(25) Então, chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me.
(26) Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.
(27) E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
(28) Então, respondeu Jesus e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã.
(29) Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galiléia e, subindo a um monte, assentou-se lá.
(30) E veio ter com ele muito povo, que trazia coxos, cegos, mudos, aleijados e outros muitos; e os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou,
(31) de tal sorte que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel.
(32) E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias e não tem o que comer, e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.
(33) E os seus discípulos disseram-lhe: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para saciar tal multidão?
(34) E Jesus disse-lhes: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete e uns poucos peixinhos.
(35) Então, mandou à multidão que se assentasse no chão.
(36) E, tomando os sete pães e os peixes e dando graças, partiu-os e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos, à multidão.
(37) E todos comeram e se saciaram, e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços.
(38) Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças.
(39) E, tendo despedido a multidão, entrou no barco e dirigiu-se ao território de Magdala.

Dia 290 – Mateus – 16 a 18

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