Dia 195 – Cântico dos Cânticos – 4 a 6 

Reflexão sobre a leitura de hoje

Cântico dos Cânticos 4

O amado descreve a beleza e o valor da amada com palavras de honra e admiração.

Relacionamentos saudáveis são fortalecidos através de honra, valorização e cuidado sincero com o outro.

Leitura Capitulo 4

Cânticos 4:1 Eis que és formosa, amiga minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças, o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade.

Cânticos 4:2 Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas.

Cânticos 4:3 Os teus lábios são como um fio de escarlata, e o teu falar é doce; a tua fronte é qual pedaço de romã entre as tuas tranças.

Cânticos 4:4 O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas; mil escudos pendem dela, todos broquéis de valorosos.

Cânticos 4:5 Os teus dois peitos são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios.

Cânticos 4:6 Antes que refresque o dia e caiam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.

Cânticos 4:7 Tu és toda formosa, amiga minha, e em ti não há mancha.

Cânticos 4:8 Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos.

Cânticos 4:9 Tiraste-me o coração, minha irmã, minha esposa; tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço.

Cânticos 4:10 Que belos são os teus amores, irmã minha! Ó esposa minha! Quanto melhores são os teus amores do que o vinho! E o aroma dos teus bálsamos do que o de todas as especiarias!

Cânticos 4:11 Favos de mel manam dos teus lábios, minha esposa! Mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro das tuas vestes é como o cheiro do Líbano.

Cânticos 4:12 Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada.

Cânticos 4:13 Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: o cipreste e o nardo,

Cânticos 4:14 o nardo e o açafrão, o cálamo e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias.

Cânticos 4:15 És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano!

Cânticos 4:16 Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. Ah! Se viesse o meu amado para o seu jardim, e comesse os seus frutos excelentes!

Cântico dos Cânticos 5

A amada relata um momento de afastamento e busca novamente pela presença do amado.

Pequenas distrações ou demora em responder podem gerar distanciamento. Relacionamentos precisam de vigilância, sensibilidade e cuidado contínuo.

Leitura Capitulo 5

Cânticos 5:1 Já vim para o meu jardim, irmã minha, minha esposa; colhi a minha mirra com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite. Comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados.

Cânticos 5:2 Eu dormia, mas o meu coração velava; eis a voz do meu amado, que estava batendo: Abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, minha imaculada, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos, das gotas da noite.

Cânticos 5:3 Já despi as minhas vestes; como as tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?

Cânticos 5:4 O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o meu coração estremeceu por amor dele.

Cânticos 5:5 Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldravas da fechadura.

Cânticos 5:6 Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado e se tinha ido; a minha alma tinha-se derretido quando ele falara; busquei-o e não o achei; chamei-o, e não me respondeu.

Cânticos 5:7 Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade, espancaram-me e feriram-me; tiraram-me o meu manto os guardas dos muros.

Cânticos 5:8 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor.

Cânticos 5:9 Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuraste.

Cânticos 5:10 O meu amado é cândido e rubicundo; ele traz a bandeira entre dez mil.

Cânticos 5:11 A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo.

Cânticos 5:12 Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste.

Cânticos 5:13 As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como colinas de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra.

Cânticos 5:14 As suas mãos são como anéis de ouro que têm engastadas as turquesas; o seu ventre, como alvo marfim, coberto de safiras.

Cânticos 5:15 As suas pernas, como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu aspecto, como o Líbano, excelente como os cedros.

Cânticos 5:16 O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.

Cântico dos Cânticos 6

O capítulo mostra reencontro, admiração renovada e fortalecimento da aliança entre o amado e a amada.

O amor verdadeiro persevera, restaura proximidade e continua crescendo através da comunhão, da dedicação e da permanência juntos.

Leitura Capitulo 6

Cânticos 6:1 Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde virou a vista o teu amado, e o buscaremos contigo?

Cânticos 6:2 O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para se alimentar nos jardins e para colher os lírios.

Cânticos 6:3 Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele se alimenta entre os lírios.

Cânticos 6:4 Formosa és, amiga minha, como Tirza, aprazível como Jerusalém, formidável como um exército com bandeiras.

Cânticos 6:5 Desvia de mim os teus olhos, porque eles me perturbam. O teu cabelo é como o rebanho das cabras que pastam em Gileade.

Cânticos 6:6 Os teus dentes são como o rebanho de ovelhas que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e não há estéril entre elas.

Cânticos 6:7 Como um pedaço de romã, assim são as tuas faces entre as tuas tranças.

Cânticos 6:8 Sessenta são as rainhas, e oitenta, as concubinas, e as virgens, sem número.

Cânticos 6:9 Mas uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe e a mais querida daquela que a deu à luz; vendo-a, as filhas lhe chamarão bem-aventurada, as rainhas e as concubinas a louvarão.

Cânticos 6:10 Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras?

Cânticos 6:11 Desci ao jardim das nogueiras, para ver os novos frutos do vale, a ver se floresciam as vides, se brotavam as romeiras.

Cânticos 6:12 Antes de eu o sentir, me pôs a minha alma nos carros do meu povo excelente.

Cânticos 6:13 Volta, volta, ó sulamita, volta, volta, para que nós te vejamos. Por que olhas para a sulamita como para as fileiras de dois exércitos?

Dia 196 – Cântico dos Cânticos – 7 a 8

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